quinta-feira, 16 de outubro de 2014

DISTÚRBIOS DO MOVIMENTO: CIRURGIA DE PARKINSON, EPILEPSIA E DOR

A LANN convida toda a comunidade acadêmica para sua próxima atividade.
Tema: DISTÚRBIOS DO MOVIMENTO: CIRURGIA DE PARKINSON, EPILEPSIA E DOR
Palestrante: Dr. RODRIGO MARMO (Neurocirurgião)
Contamos com a presença de todos!


sábado, 4 de outubro de 2014

A LANN UFPB durante o VII Congresso Paraibano dos Estudantes de Medicina


O 7º Congresso Paraibano dos Estudantes de Medicina (VII CPEM) ocorreu na UFPB nos dias 25, 26 e 27 de setembro de 2014, com o tema: Perspectivas para a medicina no Brasil: clínica, ciência e política.

A LANN promoveu dois miniursos:

Curso Teórico Prático de Líquor e Punção Lombar - ministrado pelo Professor Dr. Maurus Marques de Almeida Holanda - Médico Neurocirurgião e Professor Adjunto da UFPB. 

Curso de Neurointensivismo - ministrado pelo Dr. Gustavo Cartaxo Patriota - Médico Neurocirurgião e Neurointensivista, Doutorando em medicina pela FMUSP e coordenador do Departamento do Neurointensivismo da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. 

Da direita para esquerda: Thiago Sipriano (membro da LANN), Dr. Gustavo Patriota (Neurocirurgião e Neurointensivista), Rayane Souza (vice-presidente da LANN), Camila Formiga (presidente da LANN), Allefy Albano (membro da LANN), durante o minicurso de Neurointensivismo.

Dr. Gustavo Patriota explicando os aspectos tomográficos das principais neuroemergências e o emprego da escala ASPECS.


Participantes do minicurso de Neurointensivismo com o Dr. Gustavo Patriota ao fim do minicurso.

Por: Thiago Sipriano
Acadêmico do 7º período de Medicina UFPB
Membro da LANN





sexta-feira, 3 de outubro de 2014

NIHSS: National Institute of Health Stroke Scale

Figura: Infarto isquêmico recente do hemisfério direito.

                                             .
A escala do NIH é um instrumento de uso sistemático utilizado para uma avaliação quantitativa do déficit neurológico relacionado com o acidente vascular encefálico (AVC). É utilizada, atualmente, para documentar e monitorar o estado neurológico do paciente, prever a extensão e a gravidade do AVC, além de representar uma ferramenta importante para determinação do prognóstico e do tratamento adequado do paciente, e garante uma linguagem universal para troca de informações entre os profissionais de saúde.

A NIHSS é uma escala composta por 11 categorias, com 15 itens do exame neurológico a serem avaliados pelo examinador no paciente com AVC. Os 15 itens da escala NIHSS avaliam o efeito do AVC agudo e, são os seguintes:

1a. Nível de consciência; 1b. Questões; 1c. Ordens.
2. Melhor olhar conjugado.
3. Campos visuais.
4. Paralisia facial.
5a. Motricidade do membro superior esquerdo; 5b. Motricidade do membro superior direito.
6a. Motricidade do membro inferior esquerdo; 6b. Motricidade do membro inferior direito.
7. Ataxia de membros.
8. Sensibilidade.
9. Melhor linguagem.
10. Disartria.
11. Extinção e Desatenção.

O examinador deve classificar a capacidade do paciente para responder a questões e efetuar manobras. Cada item pode ser classificado em 3 a 5 graus, havendo em alguns itens a possibilidade do mesmo ser não testável (NT), porém apenas em casos específicos que devem ser devidamente justificados.

O NIHSS disponibiliza em seu endereço virtual um ambiente de treinamento para os iniciantes na utilização da escala, com certificação gratuita. Há uma versão em português, com três níveis de certificação (A, B e C), além da área de instruções e treinamento. O site oficial do NIHSS disponibiliza além da área de instruções e treinamento, oito níveis de certificação (A, B, C, D, E, F, G, H). Cada nível de certificação contém seis pacientes, onde o examinador realiza cada item da escala NIHSS, devendo o aprendiz indicar o grau corretamente. O treinamento é simples e didático, e constitui uma importante ferramenta para o emprego correto da escala.

A avaliação completa de um paciente, por um examinador treinado, despende menos que 10 minutos. A validade da escala na determinação da gravidade do AVC está diretamente relacionada com a capacidade do examinador de avaliar o paciente de forma precisa e consistente.

A escala NIHSS foi desenvolvida para ser um instrumento simples, válido e confiável, que pode ser aplicado à beira do leito do paciente de forma consistente por médicos, enfermeiros e terapeutas. 

Referências:

1- NIH Stroke Scale (NIHSS), 2014. Disponível em: <http://www.nihstrokescale.org>. Acesso em: 03 de dez. 2014.

2- PINTO, F. C. G. Manual de Inciação em Neurocirurgia. 2. ed., São Paulo: Santos Editora, 2012.

3- Site didático de Anatomia Patológica, Neuropatologia e Neuroimagem.

Infartos Cerebrais Isquêmicos, 2014. Disponível em:

<http://anatpat.unicamp.br/radinfisq4.html>. Acesso em: 03 de dez. 2014. 



               Por: Thiago Sipriano
     Acadêmico do 7º período de Medicina UFPB
                       Membro da LANN

















           

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

EDITAL DE SELEÇÃO PARA NOVOS MEMBROS DA LANN UFPB
2013



A Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal da Paraíba comunica que estão abertas as inscrições para seu processo seletivo.
1.      DAS INSCRIÇÕES
a.      Poderão se inscrever acadêmicos de curso de medicina da Universidade Federal da Paraíba período que estejam cursando regularmente suas atividades acadêmicas e que tenham concluído o 1º período.
b.      Serão destinadas 04 (quatro) vagas para o processo seletivo.
c.       As inscrições serão realizadas exclusivamente pelo e-mail lannufpb@gmail.com devendo constar em ASSUNTO: “Inscrição - Seleção LANNUFPB”.
d.      As inscrições estarão abertas durante 01 (uma) semana, entres os dias 24 de Outubro a 30 de Outubro de 2013, até às 23h59min, sendo invalidados e-mails a partir desta data.
e.      Os documentos exigidos para a inscrição, que deverão ser anexados ao e-mail (em formato JPG ou .PDF), são: histórico escolar e documento de identificação com foto.
f.        Só serão aceitas as inscrições com documentação completa.

2.      DA PROVA DE SELEÇÃO
a.      A prova será realizada no dia 22 de Novembro de 2013 (Sexta-feira) às 17 horas, no Centro de Ciência Médicas da UFPB, em sala a ser definida e comunicada aos inscritos com pelo menos 72 horas de antecedência.
b.      O processo constará de etapa única: uma prova de múltipla escolha, de 20 questões, relacionadas aos temas presentes no final deste edital e mais uma prova teórico-prática. A prova teórico-prática, terá 10 imagens projetadas em slides, compatíveis com o conteúdo da seleção. O candidato terá 45 segundos para responder ao que se pede no que se refere à imagem projetada.
c.       Contará como pontuação extra as seguintes atividades:
                                                              i.      Monitoria de Neurologia, Neuroanatomia, Fisiologia, Radiologia e/ou Farmacologia: + 0,5 ponto (máximo de 1,0 ponto);
                                                            ii.      Trabalhos Científicos apresentados em eventos relacionados às neurociências: + 0,1 ponto por trabalho (máximo de 1,0 ponto0.
                                                          iii.      Participação comprovada em atividades da Liga, registrada em ata, valendo 0,1 ponto por atividade, no máximo de 1,0 ponto.
d.      Os comprovantes das atividades extras curriculares descritas acima  devem enviados por e-mail (lannufpb@gmail.com) junto com os documentos exigidos para inscrição. Caso o candidato ainda não tenha recebido certificado de alguma destas atividades, poderá comunicar este fato por e-mail e informaremos como proceder nestes casos.
e.      Em caso de empate, serão utilizados os seguintes critérios, respectivamente:
                                                              i.      Participação nos eventos da Liga
                                                            ii.      Nota da prova teórica
                                                          iii.      Período mais adiantado

3.      CONTEÚDO EXIGIDO
  3.1) Macroneuroanatomia e Neurofisiologia:
·         Medula Espinhal e Seus Envoltórios
·         Tronco Encefálico
·         Cerebelo
·         Diencéfalo e Telencéfalo
·         Meninges e Líquor
·         Vascularização do Sistema Nervoso Central
·         Barreiras Encefálicas
·         Sistema Nervoso Periférico
·         Nervos Cranianos
·         Sistema Nervoso Autônomo
3.2) Microneuroanatomia:
·         Estrutura da Medula Espinhal, bulbo, ponte e mesencéfalo
·         Núcleos dos Nervos Cranianos
·         Reflexos Integrados no Tronco Encefálico
·         Formação Reticular e Vias Monoaminérgicas do Troco Encefálico
·         Estrutura e Funções do Córtex Cerebral, Centro branco medular, núcleos da base e  Cerebelo
·         Sistema Límbico
·         Grandes Vias Aferentes e Eferentes
3.3) Princípios de Neurorradiologia
·         Técnica e imagens em Tomografia Computadorizada
·         Técnica e imagens em Ressonância Nuclear Magnética
·         Correlações anátomo-clínicas e neuroimagem
3.4) Semiologia Neurológica
3.5) Acidente Vascular Encefálico
3.6) Trauma Raquimedular
3.7) Trauma Cranioencefálico e Pressão intra-craniana
3.8) Estado de Mal epiléptico
3.9) Esclerose Lateral Amiotrófica
3.10) Emergência Infecciosas do Sistema Nervoso Central

4) Casos omissos nesse Edital serão resolvidos mediante votação entre os membros ativos da LANNUFPB.
5) Poderão ser impetrados recursos em até 48 (quarenta e oito) horas da divulgação do resultado e/ou gabarito oficial, mediante e-mail para o endereço lannufpb@gmail.com.
            5.1) Caso haja divergências na literatura quanto a qualquer assunto abordado na prova, para efeito desta seleção será considerado “correto” aquilo que constar na bibliografia indicada.
            5.2) Caso não haja consenso para o laudo a ser apresentado na imagem, se esta não for retirada de livro indicada na bibliografia recomendada, será consultado um dos professores orientadores da LANNUFPB. Para efeito desta seleção, a opinião do professor-orientador quanto à imagem projetada na prova teórico-prática será definitiva para definir a resposta a ser considerada “correta”.
6) Ao se candidatar à vaga na LANNUFPB o candidato declara estar ciente e concordar com todos os itens contidos neste edital e concorda em submeter-se ao estatuto da LANN-UFPB em caso de aprovação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 MACHADO, A.B.M. Neuroanatomia Funcional. 2ª edição. São Paulo: Atheneu, 1993.

NITRINI, R.; L.A. Bacheschi. A neurologia que todo médico deve saber, 2ª ed. São Paulo: Atheneu; 2003

PORTO C.C. Semiologia Médica. Rio de Janeiro. Editora Guanabara Koogan, 5ª ed, 2005.

CAMPBELL W. W. Dejong O Exame Neurológico. 6ª Edição. Rio de Janeiro:Editora Guanabara Koogan. 2007

Meneses M. S. Neuroanatomia Aplicada. Ed. Guanabara-Koogan, 2°Ed, 2006

MISULIS, K. E.; HEAD, T. C. Netter Neurologia Essencial. Ed. Suaders-Elsevier – 2008.


FELTEN, D. L.; SHETTY, A. N. Netter Atlas de Neurociência – 2ª ed, 2009.

sábado, 28 de setembro de 2013

Trombólise em AVCI em pacientes acordados e pacientes que estavam dormindo durante o ictus: estudo caso-controle.

Foi publicado recentemente na STROKE um estudo interessante do tipo prospectivo caso controle em que foram comparados dois grupos: o grupo controle que consista de pacientes em estado vígil que sabiam determinar o início do ictus e este foi inferior a 4,5h e o grupo experimental em que o AVC era ao despertar, sem que o paciente conseguisse quantificar com exatidão o tempo de início da oclusão e desenvolvimento do quadro clínico. Esta medida de tempo é fundamental para a conduta terapêutica e o prognóstico do paciente. O estudo concluiu que o desfecho do grupo controle com o grupo experimental foi semelhante, de tal modo que a trombólise nesses pacientes é benéfica.

Segue o link do artigo na íntegra.

http://stroke.ahajournals.org/content/early/2013/05/30/STROKEAHA.111.000757

Abraços a todos.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Cefaléias: Abordagem geral e sinais de alerta - por Artur Bastos Rocha

A queixa de “dor de cabeça” é bastante comum na rotina do atendimento médico, quer seja em ambiente ambulatorial ou em unidade de urgência e emergência. O paciente sente-se bastante incomodado e é considerada a queixa mais prevalente em todos os consultórios médicos, independente da especialidade. 54-90% de todos os indivíduos da população geral irão apresentar ao menos uma vez na vida um episódio de algia no segmento cefálico. Ao se entender a dor como mecanismo de defesa, compreende-se porque esta queixa é tão comum, visto que por abrigar várias estruturas nobres a extremidade cranial de nosso organismo é rica em nociceptores abrigados em diversos componentes de sua anatomia, de modo a protegê-la de eventuais riscos. Os mecanismos que podem causar cefaléia são basicamente de causa: vascular, tração, distorção, distensão e inflamação das estruturas que contem os nociceptores
As cefaléias podem ser classificadas quanto à etiologia em primárias e secundárias, em que nestas existe uma patologia de base que cursa com um dos sintomas a cefaléia, enquanto que naquelas não existe nenhuma alteração orgânica ou funcional que leve ao quadro de dor, sendo portanto ela a própria doença.
As cefaléias primárias são as mais comuns, correspondendo a cerca de 80-90% de todas as cefaléias e possuem em geral caráter benigno sem trazer complicações sistêmicas ao paciente, enquanto que as secundárias correspondem a cerca de 10-20% das etiologias. Nas etiologias secundárias existem sinais de acometimento sistêmico e focais que fazem suspeitar, e estas causas devem ser rapidamente identificadas ou excluídas no diagnóstico diferencial, já que algumas entidades nosológicas podem representar risco de vida iminente aos portadores desta queixa.
Em geral nas cefaléias primárias o paciente já apresentou episódios prévios e o padrão da dor é conhecido do paciente. Este grupo tem como principais representantes as cefaléias tipo tensional (CTT), migrânea (enxaqueca) e as trigêmino-autonômicas, com destaque para a cefaléia em salvas. As tensionais são as mais prevalentes, porém causam menor grau de incapacidade do indivíduo, de modo que a procura por atendimento médico é maior pelos pacientes com enxaqueca, pois esta tem maior caráter de incapacitância.
A CTT apresenta-se em geral com distribuição holocraniana, de caráter compressivo, podendo haver muitas vezes irradiação para musculatura acessória (queixa de dor nucal), sem fatores de piora como fotofobia, fonofobia e piora ao esforço físico. Geralmente não apresenta aura (sintomas premonitórios que o paciente refere antes de ter a crise), nem sinais autonômicos, como náuseas e vômitos. Dor de intensidade moderada a leve, apresenta menor grau de incapacitância e crise que dura de 15 minutos até 4 horas. Em geral a CTT episódica está associado a transtornos de estresse e alterações emocionais que o paciente possui.
A migrânea é mais comum ser de distribuição hemicraniana, de caráter pulsátil, em geral acompanhado de aura, sinais de piora como fotofobia, fonofobia e piora ao esforço físico. As auras mais comuns são a presença de escotomas, fosfenas (sensação luminosa devido a uma excitação inadequada dos receptores da retina, elétricos ou mecânicos, em que podem ocorrer brilhos em determinados pontos da campimetria visual). Apresenta maior grau de incapacitância e sua crise dura de 4-72h. A gênese da enxaqueca ainda é incerto, mas o que os estudos apontam é que ocorre pela vasodilatação das artérias cerebrais. A crise também pode ser agravada por vasoespasmos da musculatura dessa artérias, de modo que a dor estaria associada a alterações súbitas no diâmetro do lúmen dessas artérias.
A cefaléia em salvas é a menos prevalente das primárias, porém exige atendimento inicial imediato. A crise é definida pelo paciente com dor retroorbitária de um único lado, de caráter excruciante, com padrão paroxístico e em geral acompanhado de sinais autonômicos, como congestão e síndrome do olho vermelho e lacrimejamento. É de origem vascular, indicando uma hipoperfusão. O tratamento se dá com o uso de máscara de oxigênio nesse paciente, com um volume de 7-15 litros de oxigênio por minuto, e a fração de inspiração de oxigênio a 100%. A melhora que o paciente refere é quase que imediata. Associado a isso pode-se fazer medidas de analgesia geral. 
Alguns sinais de alerta (red flags) para causas secundárias potencialmente graves de cefaléias são
- Cefaléias + papiledema
- Cefaléia com rigidez nucal ou outros sinais de irritação meníngea
- Cefaléia de caráter novo em paciente acima de 50 anos
- Cefaleia de início súbito e como sendo a pior dor de cabeça da vida
- Cefaleia acompanhada de sinais sistêmicos (perda de peso, alterações respiratórias, etc;)


Na vigência desses sinais o médico é obrigado a investigar uma causa secundária e em geral estrutural, por meio de exames de neuroimagem e laboratoriais como análise do líquor em alguns casos.